Saiba o que é a norma NR12  e sua importância

Saiba o que é a norma NR12 e sua importância

Todos os dias, trabalhadores estão expostos a uma variedade bem extensa de riscos em seus ambientes de trabalho. Os riscos mais comuns encontrados nestes ambientes costumam envolver máquinas e equipamentos que, quando mal operados, podem ocasionar uma série de problemas. Por isso existe a norma NR12.

Presente na legislação brasileira desde 1978, essa norma define referencias técnicas, princípios e medidas de proteção que venham garantir a saúde e integridade física dos trabalhadores no uso de máquinas e equipamentos.

Quer saber mais sobre o que se trata a norma NR12, sua importância nas indústrias e as etapas para a sua implementação? Confira no nosso assunto de hoje.

O que é a norma NR12?

Criada em 8 de junho de 1978 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Norma Regulamentadora número 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos, ou simplesmente norma NR 12, objetiva garantir que máquinas e equipamentos apresentem a devida segurança para o trabalhador.

A norma NR12 visa definir referências técnicas, princípios fundamentais e medidas de proteção que irão garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores. Para isso, estabelece requisitos mínimos para prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho nas fases de projeto e utilização de máquinas e equipamentos de todos tipos.

Por fim, a NR12 exige informações completas sobre todo o ciclo de vida de máquinas e equipamentos, incluindo transporte, instalação, operação, limpeza, manutenção e até mesmo a forma de desmonte e eliminação do produto ao final da vida útil.

Por que a norma NR12 é tão importante?

Todo tipo de empresa, independente do seu tamanho ou sua área de atuação, faz uso de algum tipo de máquina ou equipamento. Estes por sua vez se fazem presentes na vida de milhões de trabalhadores, atingindo escala global.

Mas, quanto maior o uso destes tipos de máquinas e equipamentos, maior tende a ser os riscos de acidentes quando usados incorretamente.

Por isso é importante que existam normas que regulamentem o uso de tais máquinas e equipamentos, garantindo maior segurança sobre seu uso. E uma dessas normas é a norma NR12.

Assim, todas as empresas com essas características devem sempre se adequar e atender às orientações presentes na norma NR12, visando assim a prevenção de acidentes do trabalho.

Dentre as 36 normas regulamentadoras da Consolidação de Leis Trabalhistas, a mais importante e complexa é a norma NR12, já que seu escopo visa contemplar a integridade e segurança dos trabalhadores, bem como um ambiente de negócios que viabilize as atividades e a competitividade das empresas.

Dessa forma, essa norma regulamentadora visa, basicamente, a obtenção de 3 objetivos:

  • Segurança do trabalhador na operação de máquinas e equipamentos;
  • Melhorias das condições de trabalho em prensas e similares, injetoras, máquinas e equipamentos de uso geral, e demais anexos;
  • Máquinas e equipamentos intrinsecamente seguros.

Além destes objetivos, entre os procedimentos de segurança da norma NR12 a serem adotados pela empresa está a definição de protocolos e fluxos de trabalho em todas as etapas de operação e manutenção de máquinas, assim como treinamentos e capacitação para todos os colaboradores.

Passos para a implementação da NR12

O projeto para a implantação da norma NR12 é de grande porte, por isso deve ser encarado como tal. Assim, para a sua implantação é necessária a criação de uma equipe multidisciplinar, além de disponibilização de recursos financeiros.

Mas, basicamente, a implantação da NR12 é baseada em 6 passos:

1) Apreciação de Riscos – etapa onde são estudados e entendidos todos os perigos inerentes à máquina, classificando os riscos e criando uma lista de prioridades;

2) Projetos – Depois de entendido todos os riscos, deve ser realizado um projeto mecânico, elétrico, hidráulico, pneumático e de segurança para que sejam implementados na máquina;

3) Implementação – Nesta etapa são fabricados e instalados painéis, circuitos de proteção elétrico/hidráulico e proteções mecânicas;

4) Complemento – A NR12 pede que a documentação tenha um mínimo de conteúdo, manuais, desenhos e escopo de treinamento da máquina. Estes devem ser revisitados e adequados;

5) Validação – Momento em que são validadas as soluções apontadas no projeto e sua conformidade com a implementação;

6) Manutenção – Emitir todos os documentos é fundamental, mas de nada valerá se não existir um meio ou procedimento de mantê-los atualizados. Por isso, é preciso determinar as formas de manutenção, protegendo o investimento demandado na implementação.

Não está adequado à NR12? Cuidado com os riscos

Sua empresa não segue as recomendações presentes na norma NR12? Então é melhor que você tenha cuidados, afinal os riscos do não cumprimento desta norma são extensos e bastante perigosos.

Os riscos do não cumprimento das orientações previstas na norma envolvem tanto o empregado quanto o empregador. O empregado, quando deixa de seguir as diretrizes da norma vê aumentado seus riscos de acidentes que, por muitas vezes, podem ser bastante sérios.

Já para o empregador, o descumprimento da NR12 pode trazer várias consequências em todos os âmbitos da sua indústria. Entre elas estão:

  • Aumento dos riscos de acidentes de trabalho;
  • Insegurança na relação entre colaboradores e empregador;
  • Prejuízo para a imagem da indústria no mercado;
  • A empresa fica sujeita a pagamento de multas e outras penalizações, que podem chegar a até 50 vezes o valor de referência do equipamento;
  • Aumento das indenizações em processos trabalhistas, prejudiciais à saúde financeira do negócio.

Quer saber mais sobre as normas inerentes à indústria? Então veja como a indústria pode se adequar às normas ambientais.

Conheça os EPIs obrigatórios para processos de soldagem | Treal

Processos de soldagem: conheça os tipos e cuidados

Processos de soldagem: conheça os tipos e cuidados

Os processos de soldagem são bastante comuns dentro de diversos ramos da indústria, caso da construção civil, construção naval, aeronáutica e eletrônica. Suas técnicas são utilizadas para unir peças, além de promover o revestimento ou a manutenção de uma infinidade de equipamentos e materiais.

Para que os diferentes processos de soldagem sejam realizados com eficiência, o soldador deve conhecer alguns tipos e funções específicas dos equipamentos de solda, já que cada um tem seus objetivos e resultados particulares.

Além dos processos de soldagem propriamente dito, é importante que o soldador também tenha conhecimento quanto aos cuidados relacionados à sua segurança.

Conheça os tipos de soldagem e os principais cuidados que todo soldador deve seguir a seguir.

Tipos mais comuns de processos de soldagem

A soldagem é basicamente representada por um processo no qual duas peças de metal são unidas por meio do calor e da eletricidade. Na soldagem um material de preenchimento é utilizado para formar uma gota de metal fundido, esta gota se arrefece e gera uma forte união entre as peças.

Há diversos processos de soldagem, mas basicamente 3 são os mais comuns:

  1. Eletrodo Revestido (Arco Manual);
  2. TIG;
  3. MIG/MAG

Sabendo disso, chegou o momento para conhecermos resumidamente cada um desses processos de soldagem.

Eletrodo Revestido

Também conhecido como Arco Manual, essa é a forma mais comum entre os processos de soldagem, principalmente pelo seu baixo custo e simplicidade de operação. Também oferece maior flexibilidade quando comparado aos demais tipos de solda. Pode ainda ser realizado em locais de difícil acesso ou mobilidade.

Processos de soldagem | Treal

Neste processo, o eletrodo é consumido à medida que vai se formando o que costuma se chamar de cordão de solda, cuja proteção contra contaminações do ar atmosférico é feita por atmosfera gasosa e escória, proveniente da fusão do seu revestimento.

A soldagem com eletrodo revestido pode ser adotada na fabricação, montagem e manutenção de diversos equipamentos e estruturas, podendo ser usada para soldar uma grande variedade de materiais, caso do aço inoxidável, ferro fundido, alumínio, cobre, níquel, entre outros elementos.

Soldagem tipo TIG (Tungsten Inert Gas)

Nos processos de soldagem TIG (Tungsten Inert Gas ou gás inerte de tungstênio), o arco elétrico se estabelece entre a peça a ser trabalhada e o eletrodo de tungstênio, que não é consumido.

No processo de solda TIG, o arco elétrico é acionado por um gerador de faísca posicionado entre o eletrodo e a peça. Esse eletrodo representa apenas o terminal de um dos polos, portanto não é adicionado à poça de fusão. Consequentemente, são utilizados eletrodos de material de alto ponto de fusão e de alta emissão termiônica.

A vantagem deste tipo de soldagem são as soldas de excelente qualidade, com acabamento de cordão de solda e menor aquecimento da peça soldada. Entretanto, é um processo de difícil uso requerendo maior habilidade do operador, sendo também inadequado para a soldagem de chapas de mais de 6 mm.

Soldagem tipo MIG/MAG (Metal Inert Gas/Metal Active Gas)

Nestes processos de soldagem um arco elétrico é estabelecido entre a peça e um consumível na forma de arame. Esse arco funde continuamente o arame à medida que este é alimentado à poça de fusão. O metal de solda é protegido da atmosfera pelo fluxo de um gás (ou mistura de gases) inerte ou ativo.

A soldagem MIG (Metal Inert Gas) faz uso do gás argônio para soldagem de alumínio, aços inoxidáveis e cobre. Já a soldagem MAG (Metal Active Gas) usa um gás, que é a mistura de Co2 e argônio para soldagem de aço carbono e suas ligas.

Estes são processos de soldagem são bastante flexíveis proporcionando soldagens de qualidade e com elevada produtividade, também é caracterizado por não haver perdas de pontas nem a necessidade de remoção de escória.

Evite erros na soldagem e priorize a qualidade e a segurança

As atividades relacionadas aos processos de soldagem apresentam muitos riscos para soldadores. Eles estão constantemente expostos a eletricidade, queimaduras, radiações ionizantes e partículas tóxicas (fumos de solda), que podem ser muito nocivas à saúde.

Por isso é imprescindível que todo soldador tenha total ciência dos perigos que a soldagem incorreta pode proporcionar, além de conhecer todos os equipamentos de proteção necessários.

Neste contexto, entre as medidas de segurança mais comuns para o trabalho de um soldador pode-se citar:

  • Não deixar cabos do equipamento de soldagem em ambientes úmidos ou molhados;
  • Nunca erguer a máscara de solda antes do fim do processo de queima do eletrodo. Isso protege os olhos ao risco, além de não proporcionar o contato da respiração do soldador com os fumos de solda;
  • Nunca operar máquinas de solda sem ter o real conhecimento sobre seu funcionamento;
  • Priorizar uma boa ergonomia durante a atividade.
  • Priorizar a utilização de equipamentos destinados à filtragem e captação de fumos gerados. Um ótimo exemplo é a adoção dos braços de extração de fumos de solda, que apresenta grande eficiência.
  • Utilizar TODOS os EPIs propostos nas normas de segurança do setor.

Conheça os EPIs obrigatórios para processos de soldagem | Treal

Quanto aos EPIs indicados para o setor de soldagem, os mais importantes são: Avental, mangotes e perneiras, luvas cano longo, botas de proteção, óculos e protetor auricolar, além de máscara para soldagem, sendo esse item, imprescindível para a segurança do soldador).

Portanto, independente dos processos de soldagem adotados, é fundamental que a soldagem seja realizada por pessoal capacitado, que deve seguir todas as regras de segurança quanto ao uso de equipamentos de solda.

Agora que você conhece os tipos de soldas mais comuns, convidamos você a conhecer os principais riscos e prevenções da profissão de soldador. 

Sustentabilidade industrial: equipamentos a favor do desenvolvimento sustentável

Sustentabilidade industrial: equipamentos a favor do desenvolvimento sustentável

Sustentabilidade e desenvolvimento industrial são temas amplamente discutidos no dia a dia da sociedade moderna. Porém, muitas pessoas ainda acreditam que esses temas não conseguem caminhar juntos, ou seja, a sustentabilidade industrial não pode estar alinhada às metas de desenvolvimento. Você acha que isso é uma verdade?

Se você acha que sim, é melhor rever seus conceitos.  Hoje em dia é cada vez mais necessário tornar as empresas produtivas a ponto de gerarem lucros rápidos, mas que sejam, ao mesmo tempo, ecologicamente corretas e socialmente justas.

Mas como fazer isso? A resposta passará pela adoção de conceitos que priorizem a sustentabilidade industrial em todos seus aspectos.

Saiba a importância destes conceitos e as formas mais eficazes para alcança-los. Conheça também alguns exemplos que podem inspira-lo a tornar sua indústria mais sustentável.

Importância da Sustentabilidade Industrial

A indústria foi, por muito tempo, uma das grandes vilãs da poluição mundial. Suas fábricas jogavam uma quantidade incalculável de gases e resíduos diariamente na atmosfera.

Assim, as coisas precisavam mudar, por conta disso, desde a década de 90, o setor industrial começou a discutir maneiras de controlar a emissão de gases e resíduos sem que isso afetasse a produção em grande escala.

Sustentabilidade industrial

A sustentabilidade industrial tem por meta abordar diversos pontos que vão muito além das ações ecológicas por parte das empresas, pois discutem também a melhor forma de obter um desenvolvimento sustentável mantendo tanto a produtividade quanto a lucratividade.

Desde então, o mundo já presenciou a Eco 92, o Protocolo de Kyoto, a Rio +10, as Emendas de Doha e diversas outras tentativas de promover a sustentabilidade na indústria.

Já no Brasil, a série ISO 14000 é a mais importante. Ela orienta e regulamenta a obtenção dos Certificados de Gestão Ambiental às empresas que mantêm seus processos dentro dos níveis de emissão de gases e resíduos dentro do estabelecido pelo governo federal. Sem dúvidas, foi um grande avanço.

Vale ressaltar que a sustentabilidade industrial, além de demonstrar ações relacionadas à preservação do meio ambiente, tem a capacidade de mudar positivamente a imagem da empresa perante a sociedade (clientes, fornecedores e colaboradores).

Ações relacionadas à sustentabilidade industrial

Gestores industriais podem adotar várias medidas para garantir que seus processos sejam os mais sustentáveis possíveis. Entretanto, a forma mais utilizada para tornar qualquer indústria sustentável é a adoção de projetos que priorizem aspectos importantes da sustentabilidade industrial.

Entre os aspectos mais significativos, pode-se ressaltar a geração de energia limpa e renovável, além de medidas de ordens sociais e ambientais que possam ser vantajosas não só para a indústria, mas para a sociedade como um todo.

Há também a possibilidade de adoção de medidas internacionais, como os provenientes do protocolo de Kyoto que debatem a viabilidade das indústrias utilizarem a intervenção financeira como meio de redução da emissão de gases danosos ao ambiente.

Neste sentido, reconhecer os impactos ambientais relacionados à cada indústria é o ponto de partida para descobrir formas de revertê-los ou, ao menos, amenizá-los.

Além disso, há diversas outras ações de suma importância que devem ser ponderadas para garantir o máximo de sustentabilidade industrial. São elas:

  • Correto descarte do lixo e resíduos industriais;
  • Geração de energia a partir de resíduos em algumas empresas;
  • Reciclagem de embalagens, copos plásticos, papéis e afins;
  • Uso eficiente da água (que deve dispor do correto tratamento quando despejado em rios e lagos) e ações relacionadas à economia na energia elétrica;
  • Priorizar o bem-estar de trabalhadores e da sociedade, por meio do desenvolvimento de projetos educacionais direcionados para a preservação do meio ambiente;
  • Ter consciência coletiva, onde todos os aspectos são importantes.

Equipamentos utilizados a favor do ambiente

Além destas importantes medidas citadas anteriormente, é fundamental também que a sustentabilidade industrial priorize a adoção de equipamentos que tenham a capacidade de tornar o ambiente industrial mais sustentável e seguro, garantindo a saúde do trabalhador.

Vejamos um exemplo: muitas indústrias fazem uso diário de soldagem em seus processos, que podem ser altamente tóxicas, assim como há grande liberação de fumos de solda, também tóxicos.

A solução mais sustentável e eficiente para enfrentar tais problemas é a adoção de equipamentos que reduzam o impacto ambiental destes resíduos, coletando-os e filtrando-os corretamente. Assim, dois equipamentos são importantes para empresas que fazem uso da soldagem diária:

– Adoção da Mesa de Corte Aspirada: Responsável por fazer a limpeza das escórias de forma continua através de um sistema de esteiras onde o fluxo de corte não pode ser interrompido.

– Utilização de Braços de Captação, cuja função principal é a captação de fumos gerados durante a soldagem antes que ocorra o contato com a zona de respiração do operador.

Vantagens da aplicação de práticas relacionadas à sustentabilidade industrial

Qualquer empresa que adota práticas de sustentabilidade industrial terá por consequência uma série de vantagens que certamente fazem valer o investimento. Entre as vantagens mais significativas, pode-se ressaltar:

  • Melhora significativa da imagem da empresa perante a sociedade;
  • Economia de recursos, em virtude da redução dos custos de produção obtidos pela reciclagem, reutilização da água, reaproveitamento de sobras de matéria prima e medidas para economia de energia elétrica;
  • Melhoria nas condições ambientais do planeta, pensando no futuro da sociedade e em um mundo melhor para todos;
  • Colaboradores satisfeitos, com maior consciência ambiental e que tenham orgulho em trabalhar em empresas sustentáveis.

Por fim, vale lembrar que a sustentabilidade industrial representa uma vantagem competitiva para a empresa que a adota, visto que a sustentabilidade é, cada vez mais, um ponto de escolha na concepção do consumidor.

Portanto, uma indústria sustentável nos dias atuais, além de se preocupar com o meio ambiente, pode também se beneficiar de lucros importantes.

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Por que os fumos de soldagem são tão perigosos?

Por que os fumos de soldagem são tão perigosos?

Quem trabalha em  diversos processos industriais sabem o quão importante e necessário é o trabalho de soldagem em vários processos. Entretanto, o processo de solda tem por característica produzir o que conhecemos como fumos de soldagem.

Estes, por sua vez, são caracterizados por serem altamente perigosos ao soldador, já que, com o tempo, podem causar diversos problemas de saúde onde, em casos mais sérios, podem até acarretar diferentes tipos de câncer e até o óbito do trabalhador.

Mas por que os fumos de soldagem são tão perigosos? Qual é o composto neles presentes que os fazem ter elevado grau de perigo? E como reduzir os efeitos destes fumos produzidos na indústria diariamente? Veja as respostas a seguir.

O que são fumos de soldagem?

Os fumos de soldagem representam partículas extremamente finas oriundas do eletrodo e do material soldado, que se vaporizam e depois se solidificam. Desta forma, pode-se dizer que os fumos de soldagem são formados em processos de combustão ou fusão de metais.

Fumos de soldagem - processo da solda | Treal

Porém, vale lembrar que a maioria dos processos de soldagem por combustão de gases e todos os tipos de arco elétrico podem produzir fumos. Mas é importante ressaltar que os fumos de soldagem produzidos serão diferentes dependendo do tipo de soldagem que está sendo realizada.

Neste sentido, os fumos reconhecidamente mais perigosos são representados pelos compostos mais comuns em fumos de solda a arco, como o ferro, o manganês e o silício. Estes são altamente perigosos e seus gases e partículas precisam ser reduzidos ao máximo durante a soldagem.

Como os fumos de soldagem são gerados e porque são tão perigosos?

A explicação para a geração de fumos de soldagem é completamente química. Veja como eles são formados:

O fumo de soldagem é nada mais do que um pó, este é formado pela vaporização do metal de adição na hora do processo de soldagem. Quando esse vapor é resfriado, ele se condensa reagindo com o oxigênio do ambiente.

A partir desse processo, partículas muito finas são formadas, sendo conhecidas como os fumos de soldagem.

Neste contexto, é importante ressaltar que o tamanho destas partículas exerce influência na toxidade do pó. Isso porque quanto menor for a partícula dos fumos, mais perigosa ela será.

Por serem muito finas, essas partículas podem ser inaladas muito facilmente através da simples respiração do soldador e, quando inaladas, permanecem no organismo – principalmente no pulmão – por muito tempo, causando danos de longa data.

Mas além de afetar gravemente os pulmões, os fumos de soldagem podem também causar diversos outros problemas de saúde ao soldador, como veremos a seguir.

Principais fatores de risco decorrentes dos fumos de soldagem

Além de afetar seriamente os pulmões, os fumos de solda também têm a capacidade de, a curto, médio ou longo prazo, desencadear diversos outros problemas à saúde do soldador. 

Primeiramente, vale ressaltar que o fumo está classificado como possivelmente carcinogênico pela IARC (International Agency for Research on Cancer), sobretudo devido ao crómio e ao níquel presentes durante a solda.

Nesta conjuntura, os fumos de soldagem, quando inalados pelo trabalhador, podem causar a curto prazo os seguintes problemas:

  • Irritação dos olhos, nariz e peito;
  • Tosse e falta de ar;
  • Fluido nos pulmões (edema);
  • Perda de apetite;
  • Cólicas, náusea e vômito

A exposição aos fumos da soldagem pode também potenciar, mesmo que de forma modesta, o aumento da tensão arterial proporcional ao número de anos de trabalho, aumentando dessa forma o risco de doenças cardiovasculares ao longo dos anos expostos ao fumo.

Destacam-se ainda como fatores de risco decorrente dos fumos de soldagem:

  • Asma ocupacional;
  • Bronquioliote obliterativa e a fibrose intersticial, bem como a siderose;
  • Febre associada a fumos metálicos;
  • Infeções respiratórias, onde a mortalidade por pneumonia pode ser superior;
  • Câncer de pulmão, laringe, trato urinário;
  • Mal de Parkinson;
  • Problemas de infertilidade, dentre outros.

Medidas para reduzir a exposição a fumos de solda

De acordo com especialistas no setor, a melhor solução para se evitar os problemas causados pelos fumos de soldagem e fazer uso de equipamentos que ajudam a amenizar significativamente os impactos ao soldador.

Fumos de soldagem: catálogo do produto Braço de Extração que facilita o processo! | Treal

Entre estes equipamentos, podemos dar destaque aos equipamentos de extração de fumos de soldagem, como já discutimos neste texto.  Estes equipamentos tem a função de capturar as partículas tóxicas com a máxima eficácia, impedindo que não cheguem as vias respiratórias, garantindo a saúde do soldador.

Além da importante adoção deste equipamento, há ainda outras medidas que precisam ser ponderadas. São elas:

  • Trabalhadores devem ser sempre informados sobre os riscos a que estão expostos;
  • Empregadores devem oferecer treinamentos adequados para um trabalho mais seguro e saudável, além de adotar medidas de prevenção/proteção coletiva (EPC) e individual (EPI);
  • As superfícies de soldagem devem ser livres de qualquer revestimento que possa criar exposição tóxica, como resíduos de solventes e tintas;
  • Os trabalhadores devem posicionar-se de modo a evitar a respiração de gases e fumos de solda.

É a saúde do seu soldador que está em risco, portanto pondere essas medidas e garanta um melhor bem estar a seus trabalhadores.

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